Vitória tem noite de extremos com empate sem gols no estadual e eliminação dolorosa na base

Jair Ventura e membros da comissão técnica e diretoria do Vitória no Pituaçu (Foto: Gabrielle Gomes)

Enquanto o time profissional esbarra na falta de criatividade e segue sem vencer no estadual, a equipe sub-20 se despede da Copa São Paulo após duelo eletrizante e decisão marcada por polêmica nos pênaltis.

O futebol do Vitória teve uma terça-feira marcada por sentimentos opostos. No Estádio de Pituaçu, pela segunda rodada do Campeonato Baiano, o Rubro-Negro ficou no empate sem gols com o Jacuipense em uma partida de baixo rendimento técnico e poucas emoções. Já horas depois, em Barueri, o time sub-20 protagonizou um jogo intenso contra o Palmeiras, empatou por 3 a 3 no tempo normal, mas acabou eliminado nos pênaltis, em um desfecho cercado de reclamações.

No duelo pelo estadual, Jacuipense e Vitória apresentaram um futebol travado, com raras investidas ofensivas e excesso de erros na construção das jogadas. A primeira etapa foi praticamente protocolar, com as defesas pouco exigidas e ataques previsíveis. Mesmo com um pouco mais de espaço no segundo tempo, as chances criadas foram isoladas e insuficientes para alterar o placar. O empate manteve o Jacuipense na parte de baixo da tabela, enquanto o Vitória segue sem vencer, ocupando posição intermediária no campeonato.

Em contraste com a monotonia do Baianão, a Copinha reservou fortes emoções. Após um primeiro tempo equilibrado, o confronto entre Palmeiras e Vitória ganhou contornos dramáticos na etapa final, com sucessivas viradas e gols em sequência. O Rubro-Negro chegou a estar à frente no placar em duas oportunidades, mas viu o adversário buscar o empate e levar a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, uma marcação controversa da arbitragem e duas bolas no travessão decretaram a eliminação baiana.

Assim, o Vitória encerra a noite com a constatação de que precisa evoluir coletivamente no time principal, ao mesmo tempo em que lamenta uma despedida precoce, porém competitiva, de sua equipe de base. O desafio agora é transformar a intensidade vista na Copinha em rendimento mais consistente no futebol profissional.

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