Governo da Bahia registra recorde na coleta de recicláveis durante o Carnaval 2026

Foto: Matheus Lemos

Programa amplia número de trabalhadores beneficiados e movimenta mais de R$ 1 milhão em renda imediata

O Carnaval de Salvador e de cidades do interior baiano encerrou 2026 com um marco histórico na área socioambiental. Ao todo, 182,675 toneladas de materiais recicláveis foram recolhidas por catadores e catadoras durante a folia, volume 7% superior ao registrado no ano anterior, quando foram contabilizadas 170 toneladas.

A iniciativa integra o programa Meu Corre Decente: Trabalho Decente e Solidário na Folia, coordenado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), com apoio do Funtrad, da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). A ação foi executada em Salvador e nos municípios de Barreiras, Porto Seguro, Itabuna e Santa Cruz Cabrália.

Inclusão produtiva e impacto ambiental

O balanço oficial, divulgado nesta quarta-feira (18), aponta crescimento expressivo também no número de trabalhadores atendidos. Neste ano, 4.849 catadores, entre autônomos e cooperados participaram da ação, aumento de 37,9% em comparação a 2025, quando 3.479 profissionais foram contemplados.

Além dos catadores, o programa estendeu assistência a cordeiros, ambulantes e trabalhadores da música, que tiveram acesso a banho, alimentação e espaço de descanso na Central de Convivência instalada no bairro Dois de Julho, em Salvador. Ao todo, 5.242 pessoas receberam suporte durante a festa.

O objetivo central da política pública é promover inclusão socioprodutiva, ampliar a geração de renda e fortalecer as cooperativas na cadeia da reciclagem, ao mesmo tempo em que contribui para a redução dos impactos ambientais provocados pelo evento.

Alumínio lidera volume arrecadado

Entre os materiais recolhidos, o alumínio respondeu pela maior fatia, com 126 toneladas. Também foram coletadas 53 toneladas de plástico PET, uma tonelada de papel e papelão e 2,5 toneladas de vidro, estas últimas concentradas em Porto Seguro e Itabuna.

Os resíduos foram comercializados nas Centrais de Apoio administradas por 16 cooperativas participantes. O pagamento aos trabalhadores foi realizado imediatamente após a pesagem do material entregue. Os valores chegaram a até R$ 8 por quilo da lata de alumínio, até R$ 2 pelo quilo do PET e cerca de R$ 1 pelo quilo do plástico. Algumas centrais ainda ofereceram bônus de R$ 50 a cada meta atingida de coleta.

A renda gerada ultrapassou R$ 1,08 milhão, distribuída diretamente entre os catadores conforme a produção individual — um reforço significativo no orçamento dos trabalhadores durante o período festivo.

Investimento ampliado

Para viabilizar a operação, o Governo do Estado destinou R$ 5,2 milhões ao programa em 2026, montante aproximadamente 10% superior ao aplicado no ano anterior, que foi de R$ 4,7 milhões.

Além da estrutura logística, o projeto garantiu fardamento completo (calça, camisa e chapéu) e equipamentos de proteção individual, como botas, luvas e protetores auriculares, assegurando melhores condições de trabalho aos profissionais que atuaram na coleta.

Com resultados superiores aos anos anteriores, o programa consolida o Carnaval baiano como referência nacional em inclusão produtiva e sustentabilidade durante grandes eventos.

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