Você sabia que o sono irregular contribui para obesidade?

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Uma boa noite de sono é imprescindível, mas não só para o descanso e a recomposição das energias do corpo

 

Uma boa noite de sono é imprescindível, mas não só para o descanso e a recomposição das energias do corpo. Horas de repouso diário insuficientes contribuem para uma série de malefícios à saúde  e, uma delas é motivo de preocupação especial, principalmente se a pessoa já costuma ter brigas com a balança. Em outras palavras, o sono irregular pode contribuir para o ganho de peso.

Segundo o coordenador do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervical-Facial (ABORL-CCF), Edilson Zancanella, sendo o sono dividido em ciclos, o pouco tempo de repouso influencia diretamente na duração dessas mesmas fases. Uma destas etapas, a fase REM, está ligada diretamente às liberações hormonais, e são estes que influenciarão tanto na vontade de comer, quanto na saciedade.

Com a pouca quantidade de sono, ocorre um desequilíbrio na produção de substâncias como a grelina (que tem como função principal induzir o apetite ao indivíduo), e da leptina (responsável pela sensação de saciedade), o que faz com que o a pessoa, após uma noite mal-dormida, não hesite em comer mais do que o necessário, para finalmente sentir-se satisfeito. O resultado disso, quando a pessoa já não tem uma alimentação balanceada, e consumindo carboidratos em excesso, é o ganho de peso.

O sono, segundo explica Zancanella, é uma sequência de fases divididas entre a superficial, profunda, REM, e não-REM (sigla em inglês para “movimento rápido dos olhos”, que é pico da atividade cerebral, e quando ocorrem os sonhos). Cada fase tem, em média, 70 minutos, mas, quando a pessoa dorme menos do que o necessário para recompor o organismo, é natural que essas fases também tenham menor tempo, ou, sequer ocorram – e é nesta fase onde ocorrem os desequilíbrios.

Para que todas as fases sejam cumpridas de forma efetiva, é preciso que a pessoa “se deixe dormir”. “Isso tem sido cada vez mais difícil, principalmente porque, de uma forma geral, a população mundial tem passado a dormir menos, seja pelo excesso de atividades, ocupações, seja pelo uso excessivo das novas tecnologias onde elas podem interagir com o meio digital, de modo que a homeostase do organismo fica comprometida”, avalia o especialista. Sono necessita de quantidade e qualidade, aponta especialista.

A quantidade de sono varia de acordo com a faixa etária do indivíduo. No caso das crianças, por exemplo, essa quantidade chega perto de 9 horas diárias. Já em relação a um adolescente, está entre 8h e 9h, enquanto que um adulto jovem, precisa de 7h e 9h de descanso para a recomposição plena. À medida que a pessoa vai envelhecendo, a quantidade de horas necessárias para recomposição das energias vai diminuindo.

Porém, tão necessário quanto uma quantidade de horas mínimas para a recomposição, o sono precisa ter qualidade. Segundo o coordenador do Departamento de Medicina do Sono, doenças provenientes deste período de descanso, a exemplo da apneia, contribuem para um sono irregular, e interferem na fase de manutenção do organismo neste período.

E mesmo que a pessoa tenha descansos regulares, o especialista alerta: o sono é apenas um dos fatores que podem influenciar no ganho de peso. Por isso, além de administrar seu tempo de repouso, cabe a pessoa ter uma alimentação saudável, e fazer atividades físicas regularmente para manter a forma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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