Instalações internas e fuga de energia: o consumo que você não vê

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O primeiro passo para evitar que a fuga de energia pese na conta é observar o medidor

 

Você sabe o que é fuga de energia? Se não, já observou, em algum momento, que mesmo quando você economizou durante todo o mês, a conta veio num valor mais alto, como se consumo houvesse sido o mesmo ou até maior? A fuga de energia acontece quando há falhas nas instalações ou problemas nos isolamentos das fiações. O salto de consumo em situações de fuga de energia pode pesar – e muito – no bolso.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a fuga de corrente de apenas 0,1 ampère numa rede de 110 volts (V) pode significar um consumo a mais de 7,9 kWh. É mais do que consome um ferro elétrico ligado durante 1 hora por dia, segundo cálculos da Eletrobras.

O primeiro passo para evitar que a fuga de energia pese na conta é observar o medidor. Quando vários aparelhos elétricos estão ligados ao mesmo tempo, a roda do relógio – ou os números dele – giram rapidamente, o que significa que mais energia elétrica é consumida em menos tempo.

Agora desligue todos os aparelhos da tomada e apague as luzes. Então, aguarde cerca de dez minutos e veja se a roda ou os ponteiros do relógio continuam a girar. Caso a resposta seja sim, significa que há fuga de energia. Ou seja, você está pagando por algo que não está consumindo. Se você desligar a chave geral e os ponteiros pararem de girar, significa que o problema é nas instalações. Se continuar a girar, a falha pode ser no próprio medidor.

Há dois motivos que fazem com que haja fuga de energia: problemas no isolamento e nas conexões das instalações internas ou o mau funcionamento de algum eletrodoméstico. Se o problema é com as instalações, chame um eletricista e peça que ele verifique todas as instalações, fazendo os reparos necessários.

Mas saiba que, no caso dos eletrodomésticos, você mesmo pode solucionar o problema. E o ideal é começar por eles. Segundo a Aneel, com certeza há fuga de energia nos aparelhos que dão choque. Leve esses aparelhos a uma assistência técnica para sanar o problema.

A fuga de energia é mais comum em instalações antigas, que foram projetadas para suportar o uso de poucos equipamentos, mas com a variedade de aparelhos modernos, acabam forçadas a suportar muito mais. Muitas emendas nos fios também provocam fuga de energia, assim como fios desencapados.

No final das contas, todas as fugas podem representar, em média, 30% do valor da conta de energia. O uso de benjamins – ou o famoso T – potencializa a fuga de energia. De acordo com a Eletrobras, até mesmo as paredes que “esquentam” próximo dos interruptores ou aquelas que costumam dar choque quando tocadas podem indicar uma possível fuga de energia.

É como um cano quebrado, que desperdiça litros e litros de água que não serão utilizadas pelo consumidor, mas pelos quais ele terá que pagar se não providenciar fechar o vazamento. E, além do aumento no consumo, essas fugas podem elevar até mesmo o risco de choque, perda de equipamentos e incêndios.

Para evitar a fuga de energia, faça revisões regularmente – a cada 10 anos, no mínimo – nas suas instalações elétricas. E lembre-se de contratar um profissional qualificado para isso. Não faça nenhum reparo com a chave geral ligada e, em hipótese alguma, utilize moedas, fios, lâminas de estanho ou de alumínio no lugar de fusíveis e disjuntores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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